O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), decidiu vetar a proposta aprovada pela Câmara de vereadores que criaria o Dia do Orgulho Hétero. Há 10 dias, no entanto, Kassab dissera ver o “projeto como outro qualquer”. Hoje, a medida é “despropositada” para ele.
“O heterossexual é maioria, não é vítima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimentos. Não precisa de dia para se afirmar”, disse o prefeito em entrevista publicada hoje no “Agora São Paulo”.
Gilberto Kassab considerou, porém, que dias de orgulho da mulher, do negro, minorias raciais “e outros” têm sentido, porque “essas datas, sim, estimulam a tolerância, a paz e a solidariedade entre as pessoas”.
O projeto do vereador Carlos Apolinário (DEM) vinha sofrendo severas críticas da imprensa e setores da sociedade, por ser um “monumento à homofobia” – como definiu o jornalista Fernando de Barros e Silva.
Apolinario, membro da igreja Assembleia de Deus, disse ontem, em artigo na “Folha de S.Paulo” (para assinantes), que seu objetivo foi “debater o que é direito e o que é privilégio”. Para ele, o Dia do Orgulho Hétero não incentiva a homofobia. O projeto foi aprovado no início do mês. Dos 50 vereadores presentes, 19 se manifestaram contra.
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