Justiça dá ao Rio primeiro casamento gay

Claudio Nascimento Silva e João Pereira da Silva serão os primeiros cariocas a terem convertida a união estável em casamento civil, no estado do Rio de Janeiro. A decisão, tomada na última segunda-feira pelo juiz Fernando César Viana, abre caminho para que outros casais mudem de estado civil.

A informação completa aqui.

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Ibope: só evangélicos são radicalmente contra união gay

Apenas os evangélicos são radicalmente contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo (77%), apesar de, entre os católicos, haver uma divisão meio a meio sobre os que apoiam e os que são contra a equiparação de direitos entre hétero e homossexuais.

Só evangélicos são radicalmente contra união estável e adoção por casais gay

Outras religiões – de matriz africana, espíritas, budistas etc. – consideram positiva a extensão do direito a união estável entre gays (60%), bem como os ateus e os sem religião (51%).

Quando a pergunta é sobre a adoção de crianças por casais homossexuais, evangélicos e católicos mostram-se contrariados, mas em proporção diferentes. 51% dos católicos são contra; dos evangélicos, 72%.

De novo, os adeptos de “outras religiões” (59%) apóiam a adoção por LGBT. Ateus e sem religião, em menor percentagem (51%), não veem problema.

O Ibope ouviu, entre os dias 14 e 16 de julho, 2.002 pessoas com mais de 16 anos. Para ler o levantamento completo, clique em adoção por casais gays.

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Ibope: maioria é contra união estável entre gays, mas os mais novos apoiam

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Um Brasil dividido entre os que apoiam e os que são contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mais que isso: dividido entre o que as gerações pensam a respeito. Não só: entre o que concordam ou não homens e mulheres.

É o que mostra o levantamento do Ibope, que ouviu, entre os dias 14 e 18 de julho, 2.002 pessoas com mais de 16 anos. O resultado: 55% são contra a união estável entre pessoas do mesmo sexo e contra a adoção de crianças por casais homossexuais. Para baixar o levantamento completo, clique em casamento gay

Pessoas com idades entre 16 e 39 anos aprovam união entre pessoas do mesmo sexo e adoção

Mas se se observar com mais atenção os números, como já indicou UM OUTRO OLHAR – há mais de um ano – sobre levantamento parecido do Datafolha, verificar-se-á que a tendência é de mudança de opinião e de uma aceitação maior. É possível dizer que não levará muito tempo para que a visão do brasileiro sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais homossexuais se modifique significativamente.

É que a maioria das pessoas nas faixas entre 16 e 24 anos (60%), 25 e 29 anos (55%) e 30 e 39 anos (51%) considera positivo o direito à união estável entre pessoas do mesmo sexo. As mesmas faixas etárias – à exceção da de 30 a 39 anos – também apoiam a adoção por casais gays.

Outro dado é que homens e mulheres discordam frontalmente nessas questões. A maioria dos homens é contra o casamento e a adoção; a maioria das mulheres, a favor.

Na divisão escolaridade e renda, evidenciam-se as diferenças de opinião também. Quanto maior a instrução formal, maior a aprovação pela equiparação de direitos. A mesma tendência se observa sobre a renda: quanto maior, maior apoio.

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Apoiar ou não a adoção por gays

Casamento civil para gay sim!, discursa Jean Wyllys

O casamento civil para casais gays será um dos nortes do mandato do agora deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) – assista ao discurso no final do post.

Apesar de não utilizar os 25 minutos de que dispunha – não chegou a 11 –,Wyllys falou da infância, do início da militância no movimento pastoral da Igreja Católica, da oportunidade de estudo no Ensino Médio, da luta pessoal para o ingresso na universidade, da mobilidade social e da insatisfação com o sofrimento alheio – daí, aceitar o convite de Heloísa Helena para se filiar ao PSOL e se candidatar.

A luta pela igualdade dos direitos civil, declarou, será sua luta. Ao lado de outros sete congressistas, Wyllys reestrutura a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, que terá o início em março.

“Se o Estado é laico, se os homossexuais têm todos os deveres civis, então, por uma questão de justiça, os homossexuais tem que ter todos os direitos civis garantidos”, disse. “Se um casal pode se divorciar e em seguida partir, cada um, para novos casamentos, isso quer dizer que o casamento civil é não da competência de igrejas ou religiões”, uma clara referência à confusão de que casamento seria uma sagração religiosa.

Aliás, religião esteve presente em vários momentos dos seus quase 11 minutos de fala.

Citou, por exemplo, os valores cristãos aprendidos durante a infância. “Lembro dos sábados e domingos em que passava horas lendo livros cristãos, em que aprendi os verdadeiros valores”, disse. Mais à frente, falou do Candomblé.

Numa referência clara à bancada evangélica e católica que já se mobiliza contra a Frente de Cidadania LGBT, Jean Wyllys ponderou que os verdadeiros valores cristãos não são os “fundamentalistas que ameaçam a laicidade do Estado, nem os que põe em risco o Estado democrático de direito”, mas os que defendem um ser humano virtuoso, que “age em favor do bem comum”.

Assista:

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